Blog da Darlete

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SIMPLESMENTE " EU " !!!

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Minha família, a turma do Rebenta.......

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Desafio na Escola Professor Eurípedes Pregidio no ano de 2009



Iniciei o ano de 2009 com uma sala de D M no ensino regular com 5 alunos, me depare com uma launa com a idade de 14 anos de idade que se encontrava no nível sibálico de alfabetização .
Foi onde me deparei com o desafio de alfabetizar essa aluna, Patrícia da Silva: a não aceitação da aluna pela professora, a aluna era copista e não aceitava os desafio propostos em sala, comportamento agressivo diante dos desafios, não aceitava intervenções e por ser copista queria que seu material fosse destaque e perfeito ( rasurados ou apagados).
Os argumentos e estratégia usadas pela professora com a aluna foram as seguinte:
-Imposição da professora diante da aluna, fazendo com que ela realmente realizasse as atividades propostas e fazendo com que ela percebesse que ela era a aluna e eu a professora;
-Fiz com que ela percebesse suas capacidades , potencialidades e que ela poderia ir além de uma simples cópia para um mundo da leitura que seria mais prazeroso fazendo com que elevasse sua alto estima, que foi um salto para seu enteresse pela leitura.

Neste ano foi muito importante para mim pois a aluna superou sua dificuldades e conseguiu
ser promovida /classsificada para a Aceleração da Aprendizagem no ensino Regular.


Professora Darlete



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Palavras sábias de Manzini...


"Os recursos de tecnologia assistiva estão muito próximos do nosso
dia-a-dia. Ora eles nos causam impacto devido à tecnologia que
apresentam, ora passam quase despercebidos. Para exemplificar,
podemos chamar de tecnologia assistiva uma bengala, utilizada por
nossos avós para proporcionar conforto e segurança no momento de
caminhar, bem como um aparelho de amplificação utilizado por uma
pessoa com surdez moderada ou mesmo veículo adaptado para uma
pessoa com deficiência." (MANZINI, 2005, p. 82)

Há importância, sim, todos temos que nos atualizar de acordo com a demanda, temos que nos confrontar com as atualizações da Educação, principalmente da Educação Especial, porque é onde há mais necessidade de profissionais.

Darlete

Artigo sobre a informática na Educação Especial

TECNOLOGIA ASSISTIVA - galvaofilho.net

A Tecnologia Assistiva em Ambiente Computacional e Telemático na Educação de Alunos com Necessidades Especiais
Teófilo Alves Galvão Filho
(*)
Luciana Lopes Damasceno (**)

I- Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e a Tecnologia Assistiva

Conforme destacou Vygostsky, é sumamente relevante para o desenvolvimento humano o processo de apropriação, por parte do indivíduo, das experiências presentes em sua cultura. O autor enfatiza a importância da ação, da linguagem e dos processos interativos na construção das estruturas mentais superiores (VYGOTSKY, 1987). O acesso aos recursos oferecidos pela sociedade, escola, tecnologias, etc., influenciam determinantemente nos processos de aprendizagem da pessoa.

Entretanto, as limitações do indivíduo com deficiência tendem a se tornarem uma barreira para esse aprendizado. Desenvolver recursos de acessibilidade, a chamada Tecnologia Assistiva, seria uma maneira concreta de neutralizar as barreiras causadas pela deficiência e inserir esse indivíduo nos ambientes ricos para a aprendizagem, proporcionados pela cultura.

Outra dificuldade que as limitações de interação trazem consigo são os preconceitos a que o indivíduo com deficiência está sujeito. Desenvolver recursos de Tecnologia Assistiva também pode significar combater esses preconceitos, pois, no momento em que lhe são dadas as condições para interagir e aprender, explicitando o seu pensamento, o indivíduo com deficiência mais facilmente será tratado como um "diferente-igual"... Ou seja, "diferente" por sua condição de pessoa com deficiência, mas ao mesmo tempo "igual" por interagir, relacionar-se e competir em seu meio com recursos mais poderosos, proporcionados pelas adaptações de acessibilidade de que dispõe. É visto como "igual", portanto, na medida em que suas "diferenças", cada vez mais, são situadas e se assemelham com as diferenças intrínsecas existentes entre todos os seres humanos. Esse indivíduo poderá, então, dar passos maiores em direção a eliminação das discriminações, como consequência do respeito conquistado com a convivência, aumentando sua auto-estima, porque passa a poder explicitar melhor seu potencial e seus pensamentos.

É sabido que as novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) vêm se tornando, de forma crescente, importantes instrumentos de nossa cultura, e o acesso a elas, um meio concreto de inclusão e interação no mundo (LEVY, 1999).

Essa constatação é ainda mais evidente e verdadeira quando nos referimos a pessoas com deficiência. Como bem sinalizou Mary Pat Radabaugh:

Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis.
Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis
. (RADABAUGH, 1993)

Nesses casos, as TIC podem ser utilizadas ou como Tecnologia Assistiva, ou por meio da Tecnologia Assistiva.

Definindo,

Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (COMITÊ DE AJUDAS TÉCNICAS, CORDE/SEDH/PR, 2007).

São considerados recursos de Tecnologia Assistiva, portanto, desde artefatos simples, como uma colher adaptada, uma bengala ou um lápis com uma empunhadura mais grossa para facilitar a preensão, até sofisticados sistemas computadorizados, utilizados com a finalidade de proporcionar uma maior independência e autonomia à pessoa com deficiência (GALVÃO FILHO e DAMASCENO, 2006).

Sobre esses "sistemas computadorizados", ou seja, as TIC utilizadas como Tecnologia Assistiva, ou por meio de Tecnologia Assistiva, é que queremos tratar aqui.

As diferentes maneiras de utilização das TIC como Tecnologia Assistiva têm sido sistematizadas e classificadas das mais variadas formas, dependendo da ênfase que quer dar cada pesquisador. Nós, aqui, optamos por apresentar uma classificação que divide essa utilização em quatro áreas (SANTAROSA, 1997 e, na Web, em PROINESP/MEC):

a) As TIC como sistemas auxiliares ou prótese para a comunicação.
b) As TIC utilizadas para controle do ambiente.
c) As TIC como ferramentas ou ambientes de aprendizagem.
d) As TIC como meio de inserção no mundo do trabalho profissional.

a) As TIC como sistemas auxiliares ou prótese para a comunicação: talvez esta seja a área onde as TIC tenham possibilitado avanços mais significativos. Em muitos casos o uso dessas tecnologias tem se constituído na única maneira pela qual diversas pessoas podem comunicar-se com o mundo exterior, podendo explicitar seus desejos e pensamentos.

Essas tecnologias tem possibilitado a otimização na utilização de Sistemas Alternativos e Aumentativos de Comunicação (SAAC), com a informatização dos métodos tradicionais de comunicação alternativa, como os sistemas Bliss, PCS ou PIC, entre outros.

Fernando Cesar Capovilla, pesquisando na área de diagnóstico, tratamento e reabilitação de pessoas com distúrbios de comunicação e linguagem, faz notar que:


Já temos no Brasil um acervo considerável, e em acelerado crescimento, de recursos tecnológicos que permitem aperfeiçoar a qualidade das interações entre pesquisadores, clínicos, professores, alunos e pais na área da Educação Especial, bem como de aumentar o rendimento do trabalho de cada um deles. (CAPOVILLA, 1997).

b) As TIC, como Tecnologia Assistiva, também são utilizadas para controle do ambiente, possibilitando que a pessoa com comprometimento motor possa comandar remotamente aparelhos eletrodomésticos, acender e apagar luzes, abrir e fechar portas, enfim, ter um maior controle e independência nas atividades da vida diária.

c) As dificuldades de muitas pessoas com necessidades educacionais especiais no seu processo de desenvolvimento e aprendizagem têm encontrado uma ajuda eficaz na utilização das TIC como ferramenta ou ambiente de aprendizagem. Diferentes pesquisas têm demonstrado a importância dessas tecnologias no processo de construção dos conhecimentos desses alunos (NIEE/UFRGS, NIED/UNICAMP, InfoEsp/OSID e outras).

d) E, finalmente, pessoas com grave comprometimento motor vêm podendo tornar-se cidadãs ativas e produtivas, em vários casos garantindo o seu sustento, através do uso das TIC.

Com certa frequência essas quatro áreas se relacionam entre si, podendo determinada pessoa estar utilizando as TIC com finalidades presentes em duas ou mais dessas áreas. É o caso, por exemplo, de uma pessoa com problemas de comunicação e linguagem que utiliza o computador como prótese de comunicação e, ao mesmo tempo, como caderno eletrônico ou em outras atividades de ensino e aprendizagem.

II- Utilizando a Tecnologia Assistiva em Ambiente Computacional e Telemático


Nosso interesse específico aqui é apresentar um pouco mais detalhadamente alguns recursos de Tecnologia Assistiva para o acesso ao computador e à internet, utilizadas no trabalho educacional com alunos com necessidades especiais. Ou seja, o acesso ao ambiente educativo computacional e telemático, feito por meio de Tecnologia Assistiva.

Conforme tem sido detectado:


A importância que assumem essas tecnologias no âmbito da Educação Especial já vem sendo destacada como a parte da educação que mais está e estará sendo afetada pelos avanços e aplicações que vêm ocorrendo nessa área para atender necessidades específicas, face às limitações de pessoas no âmbito mental, físico-sensorial e motoras com repercussão nas dimensões sócio-afetivas. (SANTAROSA, 1997).


Em nosso trabalho educacional, portanto, utilizamos adaptações com a finalidade de possibilitar a interação, no computador, de alunos com diferentes graus de comprometimento motor e/ou de comunicação e linguagem, em processos de ensino e aprendizagem.

Essas adaptações podem ser de diferentes ordens, como, por exemplo:

[...] adaptações especiais, como tela sensível ao toque, ou ao sopro, detector de ruídos, mouse alavancado a parte do corpo que possui movimento voluntário e varredura automática de itens em velocidade ajustável, permitem seu uso por virtualmente todo portador de paralisia cerebral qualquer que seja o grau de seu comprometimento motor (Capovilla, 1994).
(Magalhães, Leila N. A. P. et al, in
http://www.c5.cl/ieinvestiga/actas/ribie98/111.html).

Nós classificamos os recursos de acessibilidade que utilizamos em três grupos:

1- Adaptações físicas ou órteses.
São todos os aparelhos ou adaptações fixadas e utilizadas no corpo do aluno e que facilitam a interação do mesmo com o computador.

2- Adaptações de hardware.
São todos os aparelhos ou adaptações presentes nos componentes físicos do computador, nos periféricos, ou mesmo, quando os próprios periféricos, em suas concepções e construção, são especiais e adaptados.

3- Softwares especiais de acessibilidade.
São os componentes lógicos das TIC quando construídos como Tecnologia Assistiva. Ou seja, são os programas especiais de computador que possibilitam ou facilitam a interação do aluno com deficiência com a máquina.



1- ADAPTAÇÕES FÍSICAS OU ÓRTESES:


Quando buscamos a postura correta para um aluno com deficiência física, em sua cadeira adaptada ou de rodas, utilizando almofadas, ou faixas para estabilização do tronco, ou velcro, etc., antes do trabalho no computador, já estamos utilizando recursos ou adaptações físicas muitas vezes bem eficazes para auxiliar no processo de aprendizagem dos alunos. Uma postura correta é vital para um trabalho eficiente no computador.

Alguns alunos com seqüelas de paralisia cerebral têm o tônus muscular flutuante (atetóide), fazendo com que o processo de digitação se torne lento e penoso, pela amplitude do movimento dos membros superiores na digitação. Um recurso que utilizamos é a pulseira de pesos que ajuda a reduzir a amplitude do movimento causado pela flutuação no tônus, tornando mais rápida e eficiente a digitação. Os pesos na pulseira podem ser acrescentados ou diminuídos, em função do tamanho, idade e força do aluno. Determinado aluno nosso, por exemplo, utiliza a capacidade total de pesos na pulseira devido a intensidade da flutuação de seu tônus e também porque sua complexão física assim o permite.

Outra órtese que utilizamos é o estabilizador de punho e abdutor de polegar com ponteira para digitação, para alunos, principalmente com paralisia cerebral, que apresentam essas necessidades (estabilização de punho e abdução de polegar).

Além dessas adaptações físicas e órteses que utilizamos, existem várias outras que também podem ser úteis, dependendo das necessidades específicas de cada aluno, como os ponteiros de cabeça, ou hastes fixadas na boca ou queixo, quando existe o controle da cabeça, entre outras.



2- ADAPTAÇÕES DE HARDWARE:


Um dos recursos mais simples e eficientes como adaptação de hardware é a máscara de teclado (ou colméia). Trata-se de uma placa de plástico ou acrílico com um furo correspondente a cada tecla do teclado, que é fixada sobre o teclado, a uma pequena distância do mesmo, com a finalidade de evitar que o aluno com dificuldades de coordenação motora pressione, involuntariamente, mais de uma tecla ao mesmo tempo. Esse aluno deverá procurar o furo correspondente à tecla que deseja pressionar.

Alunos com dificuldades de coordenação motora associada à deficiência mental também podem utilizar a máscara de teclado junto com "tampões" de papelão ou cartolina, que deixam à mostra somente as teclas que serão necessárias para o trabalho, em função do software que será utilizado. Desta forma, será diminuído o número de estímulos visuais (muitas teclas), que podem tornar o trabalho muito difícil e confuso para alguns alunos, por causa das suas dificuldades de abstração ou concentração. Vários tampões podem ser construídos, disponibilizando diferentes conjuntos de teclas, dependendo do software que será utilizado.

Outras adaptações simples que podem ser utilizadas, dizem respeito ao próprio posicionamento do hardware.

Por exemplo, um aluno que digita utilizando apenas uma mão, em certa etapa de seu trabalho, e com determinado software que exigia que ele pressionasse duas teclas simultaneamente, descobriu ele mesmo que, se colocasse o teclado em seu colo na cadeira de rodas, poderia utilizar também a outra mão para segurar uma tecla (tecla Ctrl), enquanto pressionava a segunda tecla com a outra mão.

Já outro aluno começou a conseguir utilizar o mouse para pequenos movimentos (utilização combinada com um simulador de teclado) com a finalidade de escrever no computador, colocando o mouse posicionado em suas pernas, sobre um livro ou uma pequena tábua.

Outra solução que utilizamos é reposicionar o teclado perto do chão para digitação com os pés, recurso utilizado por uma aluna que não consegue digitar com as mãos.

E assim, diversas variações podem ser feitas no posicionamento dos periféricos para facilitar o trabalho do aluno, sempre, é claro, em função das necessidades específicas de cada aluno.


Além dessas adaptações de hardware que utilizamos, existem muitas outras que podem ser encontradas em empresas especializadas, como acionadores especiais, mouses adaptados, teclados especiais, além de hardwares especiais como impressoras Braille, monitores com tela sensível ao toque, etc. (ver outros endereços no final).

Para mais alguns exemplos de adaptações de hardware simples e de fácil acesso que utilizamos com nossos alunos, basta clicar aqui.



3- SOFTWARES ESPECIAIS DE ACESSIBILIDADE:


Alguns dos recursos mais úteis e mais facilmente disponíveis, porém muitas vezes ainda desconhecidos, são as "Opções de Acessibilidade" do Windows (Iniciar - Configurações - Painel de Controle - Opções de Acessibilidade). Por meio desses recursos, diversas modificações podem ser feitas nas configurações do computador, adaptando-o a diferentes necessidades dos alunos. Por exemplo, um aluno que, por dificuldades de coordenação motora, não consegue utilizar o mouse mas pode digitar no teclado (o que ocorre com muita freqüência), tem a solução de configurar o computador, através das Opções de Acessibilidade, para que a parte numérica à direita do teclado realize todos os mesmos comandos na seta do mouse que podem ser realizados pelo próprio mouse. Colocamos aqui, passo a passo, a forma de configurar o computador para utilizar as
Opções de Acessibilidade do Mouse: clique aqui.

Além do mouse, outras configurações podem ser feitas, como a das "Teclas de Aderência", a opção de "Alto Contraste na Tela" para pessoas com dificuldades visuais e outras opções.

Outro exemplo de Software Especial de Acessibilidade são os simuladores de teclado e de mouse. Todas as opções do teclado ou as opções de comando e movimento do mouse, podem ser exibidas na tela e selecionadas, ou de forma direta, ou por meio de varredura que o programa realiza sobre todas as opções. Para as necessidades de nossos alunos, encontramos na Internet o site do técnico espanhol Jordi Lagares, no qual ele disponibiliza para download diversos programas freeware por ele desenvolvidos. Tratam-se de simuladores que podem ser operados de forma bem simples, além de serem programas muito "leves" (menos de 1 MB). Com o simulador de teclado e o simulador de mouse, um aluno nosso com 38 anos, por exemplo, pode começar a utilizar o computador e expressar melhor todo o seu potencial cognitivo, iniciando a aprender a ler e escrever. Esse aluno, que é tetraplégico, só conseguia utilizar o computador por meio desses simuladores, que lhe possibilitam transmitir todos os comandos ao computador somente através de sopros em um microfone. Isso lhe permitiu escrever pela primeira vez na vida, além de desenhar, jogar, construir seu site na Internet e realizar diversas atividades que antes lhe eram impossíveis. Atualmente, ele já consegue utilizar o mouse sobre as pernas, para pequenos movimentos. Ou seja, com esses recursos de acessibilidade, horizontes novos se abriram para ele, possibilitando que sua inteligência, antes aprisionada por um corpo extremamente limitado, encontrasse novos canais de expressão e desenvolvimento.


Esses simuladores podem ser acionados não só através de sopros, mas também por pequenos ruídos ou pequenos movimentos voluntários feitos por diversas partes do corpo, e até mesmo por piscadas ou somente o movimento dos olhos.

Existem outros sites na Internet que disponibilizam gratuitamente outros simuladores e programas especiais de acessibilidade. Como softwares especiais para a comunicação, existem as versões computadorizadas dos sistemas tradicionais de comunicação alternativa como o Bliss, o PCS ou o PIC.

Para pessoas com deficiência visual existem os softwares que "fazem o computador falar":

Também os cegos já podem utilizar sistemas que fazem a leitura da tela e de arquivos por meio de um alto-falante; teclados especiais que têm pinos metálicos que se levantam formando caracteres sensíveis ao tato e que "traduzem" as informações que estão na tela ou que estão sendo digitadas e impressoras que imprimem caracteres em Braille. (FREIRE, 2000)

Para os cegos existem programas como o DOSVOX, o Virtual Vision, Bridge, Jaws e outros.

Além de todos estes recursos de acessibilidade que apresentamos, existem outros tipos e dimensões de acessibilidade que também são pesquisados e estudados por outros profissionais, como as pesquisas sobre Acessibilidade Física, que estudam as barreiras arquitetônicas para as pessoas com deficiência e as formas de evitá-las, e as instituições interessadas nessas pesquisas (por exemplo, a Comissão Civil de Acessibilidade, aqui mesmo de Salvador). Outra conceito novo é o conceito de Acessibilidade Virtual, que estuda as melhores maneiras de tornar a Internet acessível a todas as pessoas.

É importante ressaltar que as decisões sobre os recursos de acessibilidade que serão utilizados com os alunos, têm que partir de um estudo pormenorizado e individual, com cada aluno. Deve começar com uma análise detalhada e escuta aprofundada de suas necessidades, para, a partir daí, ir optando pelos recursos que melhor respondam a essas necessidades (GALVÃO FILHO, 2009). Em alguns casos é necessária também a escuta de diferentes profissionais, como terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas ou outros, antes da decisão sobre a melhor adaptação. Todas as pesquisas, estudos e adaptações que fomos construindo ou captando em nosso trabalho ao longo dos anos, partiram das necessidades concretas dos nossos alunos.

Referências bibliográficas e alguns links relacionados:

CAPOVILLA, Fernando C. Pesquisa e desenvolvimento de novos recursos tecnológicos para a Educação Especial: boas novas para pesquisadores, clínicos, professores, pais e alunos. Boletim Educação/UNESP, n. 1, 1997.

COMITÊ DE AJUDAS TÉCNICAS, CAT, Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (CORDE/SEDH/PR), Brasília, 2007, Ata da Reunião VII, Disponível em: <http://www.mj.gov.br/corde/arquivos/doc/Ata_VII_Reunião_do_Comite_de_Ajudas_Técnicas.doc> Acesso em 05 jan. 2008.

FREIRE, Fernanda M. P. Educação Especial e recursos da informática: superando antigas dicotomias. Biblioteca Virtual, Textos, PROINFO/MEC, 2000, Disponível em: Acesso em 14 jun. 2002.

GALVÃO FILHO, Teófilo A. e DAMASCENO, Luciana L., Tecnologia Assistiva para autonomia do aluno com necessidades educacionais especiais, Revista INCLUSÃO, Brasília: Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (SEESP/MEC), ano 2, n. 02, p. 25-32, 2006. (disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revistainclusao2.pdf)

GALVÃO FILHO, Teófilo A. Tecnologia Assistiva para uma Escola Inclusiva: apropriação, demandas e perspectivas. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2009. (disponível em: www.galvaofilho.net/tese.htm)

GALVÃO FILHO, T. A. A Tecnologia Assistiva: de que se trata? In: MACHADO, G. J. C.; SOBRAL, M. N. (Orgs.). Conexões: educação, comunicação, inclusão e interculturalidade. 1 ed. Porto Alegre: Redes Editora, p. 207-235, 2009. (disponível em: www.galvaofilho.net/assistiva.pdf )

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.

RADABAUGH, Mary Pat. Study on the Financing of Assistive Technology Devices of Services for Individuals with Disabilities - A report to the president and the congress of the United State, National Council on Disability, Março 1993. Disponível em Acesso em 04 dez. 2007.

SANTAROSA, Lucila M.C. "Escola Virtual" para a Educação Especial: ambientes de aprendizagem telemáticos cooperativos como alternativa de desenvolvimento. Revista de Informática Educativa, Bogotá/Colombia, UNIANDES, 10(1): 115-138, 1997

VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

Softwares Especiais- Jordi Lagares: http://www.lagares.org
Softwares Especiais- http://www.acessibilidade.net/
Softwares Especiais- http://fundacion.vodafone.es/VodafoneFundacion/FundacionVodafone/0,,25311,00.html
Softwares Especiais- DOSVOX (UFRJ):
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/
Softwares Especiais- Projeto microFênix (UFRJ):
http://intervox.nce.ufrj.br/microfenix/
Softwares Especiais-
http://www.saci.org.br/?modulo=akemi&parametro=3847
Tecnologia Assistiva: http://www.assistiva.org.br/
Tecnologia Assistiva:
http://www2.uepa.br/nedeta/
Tecnologia Assistiva:
http://www.ajudas.com/
Tecnologia Assistiva:
http://www.ceapat.org/
Tecnologia Assistiva:
http://www.lumenequipterapeuticos.com.br/
Tecnologia Assistiva:
http://www.geocities.com/to_usp.geo/principalta.html
Tecnologia Assistiva: http://www.clik.com.br/
Tecnologia Assistiva:
http://www.expansao.com
Comunicação Alternativa:
http://www.c5.cl/ieinvestiga/actas/ribie98/111.html
Comunicação Alternativa:
http://www.comunicacaoalternativa.com.br/

PARA CITAR ESTE ARTIGO:

GALVÃO FILHO, Teófilo A. e DAMASCENO, Luciana L. As novas tecnologias e a tecnologia assistiva: utilizando os recursos de acessibilidade na educação especial. Fortaleza, Anais do III Congresso Ibero-americano de Informática na Educação Especial, MEC, 2002.

AUTORES:

(*) Teófilo Alves Galvão Filho (www.galvaofilho.net): Mestre e Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em "Informática na Educação" e engenheiro. Professor universitário e membro do Comitê de Ajudas Técnicas da Presidência da República (Secretaria Especial dos Direitos Humanos - SEDH/PR) - teofiloarrobagalvaofilho.net, teogfarrobaufba.br .

(**) Luciana Lopes Damasceno (lucianalopesdamasceno.vilabol.uol.com.br): Pedagoga, especialista em "Projetos Educacionais e Informática" e em "Alfabetização Infantil". É professora do Instituto de Cegos da Bahia e da Informática Educativa do CRPD/OSID - lucidamascenoarrobauol.com.br.

Casa da Ciência - Artigos

O Uso da Informática na Educação Especial (I)

Antonio Borges
Chefe do Projeto DosVox do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ

O projeto DosVox foi criado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem sido bastante bem sucedido, proporcionando uma vida melhor a mais de mil deficientes visuais brasileiros.

Com a palavra Antonio Borges:

Antes de entrar neste projeto, eu trabalhava na área de computação gráfica e nunca havia pensado em questões que são essencialmente básicas, como por exemplo, na quantidade de deficientes existentes no Brasil. Não temos nenhuma estatística oficial, mas através de alguns dados obtidos na Organização Mundial de Saúde, podemos estimar que existem, no Brasil, cerca de 500.000 cegos, um número bastante grande. Como fazer para melhorar a vida das pessoas que têm uma deficiência? Certamente que o apoio da família e da sociedade é fundamental, mas hoje em dia, a tecnologia tornou-se um fator muito importante. Mas não estamos nos Estados Unidos nem na França, onde o Estado investe muito dinheiro para que as pessoas possam suprir as suas deficiências através da tecnologia. Aqui no Brasil, se o deficiente não conta com a ajuda financeira da família, está muito distante da tecnologia.

Existe tecnologia para pessoas cegas há muitos anos. Nos países do Primeiro Mundo, desde os anos setenta, os cegos podem ler livros através de computadores. No Brasil, esta tecnologia custa em torno de oito mil dólares. Uma vez, dando aula de computação gráfica, notei que na primeira fileira da turma estava um cego, o que me deixou numa situação difícil, pois sabia que a Universidade não tinha infra-estrutura para atendê-lo. Resolvemos então desenvolver juntamente com este aluno um conjunto de programas adaptados à nossa realidade, um programa que falasse português e que pudesse ser vendido no Brasil a um preço razoável. Criamos então o DosVox que contém um conjunto de programas que permite que a pessoa cega possa usar o computador quase com tanta facilidade quanto as pessoas que enxergam. O sistema DosVox conta com um editor de texto, um leitor que, com o scanner acoplado no computador, lê o texto em voz alta, e até videogames. Além disto, as informações produzidas pelo DosVox também aparecem na tela, permitindo a integração da pessoa deficiente com a que não é. Ele pode ser rodado num PC 286 e custa apenas R$ 130,00.

Estamos caminhando no sentido de democratizar o nosso programa, fazer com que ele seja disponível para todos, mas caminhamos também no sentido de 'elitizá-Io', isto é, pensamos nas coisas mais sofisticadas, nos limites superiores do cego, em levá-lo até o máximo de sua capacidade. Assim, estamos com um projeto chamado 500 Cegos na Internet, um projeto a nível nacional que visa a que os deficientes visuais possam ampliar os seus horizontes através do acesso à cultura na Internet. Até agora, temos 120 pessoas cegas no Brasil que têm acesso gratuito à Internet. Como a língua oficial da Internet é o inglês, estamos agora trabalhando num programa que possa traduzir e ler o texto em português. Recebemos a visita de um representante da empresa norte-americano AT&T, que veio ao Brasil visitar três projetos: o de automação bancária do Bradesco, das Minas de Carajás e o nosso projeto.

É muito importante o papel das instituições neste processo de fazer com que todas as pessoas cegas do Brasil possam ter acesso à tecnologia. É preciso instalar o equipamento, treinar as pessoas, dar estágio aos professores, etc. A Universidade precisa usar e ensinar a usar a tecnologia, dar o exemplo, criando condições para que os alunos cegos possam ter acesso a ela. Infelizmente, ainda desenvolvemos poucos trabalhos na área da pesquisa para o deficiente embora seja um campo tão vasto, na engenharia, informática, na área de ensino, etc. Possuímos, no Brasil, capacidade, tecnologia e inteligência para desenvolver sistemas que facilitem a vida dos deficientes e promovam uma maior integração social destas pessoas. Neste sentido, acredito muito na ação das sociedades de pais e amigos dos deficientes que podem pressionar para que as universidades atuem de forma mais ativa, levando a tecnologia aos deficientes.

Atividade realizada com aluno.

Em data de 25/11/2009

Atividade prática:
Para realizar a atividade com o aluno, com deficiência escolhi um aluno cego total, ele se chama Wellington, está com 12 anos de idade, estuda na Escola Estadual Santos Dumont. Me srpreendi ao deparar com o aluno, pois logo me perguntou: Qual é a atividade que você quer que eu realize? Diante da situação me senti um "nada", pois achei que ele ia se intitimidar diante da atividade proposta que foi um caça-palavras, me enganei, pois ele prontificou-se, dizendo: Isso é muito fácil. Fiquei esperando para ver o que ia acontecer muito me surpreendi, pois ele é esperto, tem agilidade e gosta de realizar todas as atividades propostas no DOSVOX.
Por isso temos que acreditar nas tecnologias, pois estas virão para ajudar as pessoas com deficiências.
Fiquei apaixonada e imprecionada pelo que presenciei pois as vezes os alunos ditos normais, não se interessam e nem procuram aprender algo que seja de proveito próprio para crecimento individual e intelectual.

Darlete